Caiu uma estrela solitária
no quintal da minha casa.
Cabelos tal como brasa
ofuscavam a luminária.
Faíscas corriam pelo rosto,
cobriam de gelo o chão.
Ofereci-lhe a minha mão -
rejeitou com desgosto.
“Sou uma estrela ainda
e você uma luz que finda,
se me tocar, estará perdido:
pelo meu fulgor consumido.”
Silente, beijei-lhe a fronte
e uma estrela piscou no horizonte.
