A Rosa tem um quê de permanência.
Goza, de mesmo na ausência,
deixar na memória a sua essência.
Provoca o desejo de agrados,
faz-nos dispensar os cuidados
ao tocarmos seus espinhos afiados.
Mas a ponta de dor que na mão sinto
dissipa-se na dor do amor infinito
que faz meu coração tão faminto.
E aos versos, canto o mesmo engano:
falo como poderoso soberano,
Sendo apenas um solitário leviano,
cheio de amores que não tive nem terei,
de acertos que cometi e que errei
e você Rosa, que jamais acolherei.
